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‘Toda fé e toda paz’: BaianaSystem sacode multidão no circuito Osmar nesta segunda-feira (12).

Guiando o Navio Pirata, o BaianaSystem chegou na avenida nesta segunda-feira (12) de carnaval, arrastando um mar de gente ao som de “Batukerê: Toda Fé, Toda Paz”, que marca sua folia em 2024 no seu décimo Carnaval. “É a primeira vez que a gente toca essa música aqui e pra gente hoje é uma celebração. O ano dez do navio. É só amor”, explicou o vocalista da banda Russo Passapusso.

Os fãs acompanharam o navio fielmente dançando, cantando, fazendo rodas. “É algo indescritível só entende quem vai atrás do trio”, disse a nutricionista Lorenna Fracalossi, que acompanha a banda desde o início. “Antes eram 50 pessoas e hoje tá esse mar de gente e eu não posso deixar de curtir. Também o fato de não ter corda acaba sendo mais democrático, eu prefiro”, destacou.

Ao longo do percurso, a banda recebeu participações de Margareth Menezes, Larissa Luz, Vandal, Melly e Luedy, com o repertório da banda e também dos artistas convidados. “Carnaval é a festa do povo. A gente vai apresentar conexões com a ancestralidade. E a gente também tem uma conexão maravilhosa aqui no Centro, onde tem as arquibancadas que permitem uma boa interação com o público”, afirmou o vocalista Russo.

No meio da pipoca, o pesquisador Lucas de Jesus Santos disse que curtir o Navio do baiana é incrível porque vai muito além da dança, é pra curtir a mensagem deles. “Quando o Baiana pega o Navio Pirata e coloca na pipoca é justamente a mensagem de trazer essa festividade de abraçar as pessoas”, acrescentou.

A estudante Ana Claudia Tufi curtiu seu primeiro carnaval ao lado do pai que é fã da banda e que passou esse amor pra ela. “Tô muito feliz de estar aqui com meu pai nesse meu primeiro carnaval com o Baiana. Muito boa essa oportunidade de curtir trio sem cordas porque nem todo mundo tem como pagar e também acho que é uma conexão muito maior do artista com o público”, destacou.

O trio sem cordas teve apoio do Governo do Estado. De acordo com Russo, pensar no governo é pensar na cidade. “A cidade faz parte da gente e a gente faz parte da cidade. Carnaval é respeitar esse direito da cidade”.


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