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Ricardo Xavier levanta debate sobre regularização fundiária em Itabuna

“O meu lugar/ é cercado de luta e suor/ esperança num mundo melhor”… Os versos do magistral compositor Arlindo Cruz são a tônica do recém-lançado programa “Meu Lugar”. Tema de audiência pública na semana anterior (dia 07), proposta pelo vereador Ricardo Xavier (Cidadania), a iniciativa busca sanar um problema histórico em Itabuna.

“Felizmente, o Executivo está se preocupando com essa situação, para atender a uma demanda histórica; eu tenho dito sempre que é importante a gente manter acesa a chama da esperança de dias melhores, um futuro mais promissor para nossa cidade”, conclamou o edil.

A plateia, composta por uma maioria de corretores, mostrou o quanto a categoria espera por uma solução que lhe permita um cenário mais conortável diante dos clientes. Delegado regional do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), Nilton Borges trouxe um alerta.

“É um travamento que nós temos aqui em Itabuna: a pessoa precisa vender seu imóvel e não consegue; a gente também não pode deixar comprar um imóvel irregular; Itabuna realmente precisa ter seus imóveis regularizados”, assinalou.

Ao pertencimento

O advogado Harrison Leite, consultor jurídico do REURB (Programa de Regularização Urbana) de Itabuna, enfatizou que

Segundo o secretário de Planejamento, José Alberto Lima Filho, o Executivo está elaborando um levantamento do número de imóveis (residenciais e comerciais) a serem contemplados com a legalização dos respectivos terrenos. De antemão, já se trabalha com uma estimativa de 80% de propriedades sem registro.

Para sanar tal lacuna, a pretensão da equipe é um trabalho gradativo. A presidente da Comissão de Regularização Fundiária Urbana (REURB), arquiteta Leila Lessa, informou que os primeiros títulos de posse deverão ser entregues no aniversário da cidade, no bairro Jorge Amado. Em seguida, Mangabinha.

“Tem muitos imóveis no centro, bairros nobres, que não são regularizados. Nos bairros periféricos a situação é mais forte ainda, porque são famílias de baixa renda, em situação de vulnerabilidade; e o poder público tem que atuar fortemente, para promover a regulação. A pedido do prefeito Augusto Castro, esse é nosso foco principal”, esclareceu o secretário.

O presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Carlos Leahy, manifestou a expectativa de um respiro para os comerciantes. Afinal, a tão sonhada regulação deverá valorizar os imóveis comerciais, além de fortalecer o comércio (principal base da economia local.

Outras vozes

Representando o CIMA (Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica), Erlon Botelho anotou sobre a urgência de garantir a propriedade a quem adquire imóveis. “É uma discussão inerente a todos os municípios da região; a palavra de ordem hoje é o multifinalitário. Não só para regularização fundiária, mas todas as outras demandas que perpassam por um planejamento de cidade”, sintetizou.

Ainda se fizeram presentes Luciano Santos (CIMA – Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica); Rita (AMURC – Associação dos Municipios do Sul, Extremo-sul e Sudoeste da Bahia); Lucas Almeida, superintendente da Caixa; Dermivan Reis (engenheiro CREA- Conselho Regional de Engenharia Ambiental) e Leila Lessa (arquiteta/REURB – Regularização Fundiária Urbana).

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