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Notícias Adab Plano de Ação reforça combate contra Brucelose e Tuberculose na Bahia

O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose na Bahia (PNCEBT-Ba) ganhou reforço esta semana. Aproveitando o início da 2ª etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa – de 01 a 30 de novembro – a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), lançou hoje (07) em Irecê, um plano de ação pactuado com a Superintendência Federal da Agricultura na Bahia (SFA-Ba) para impulsionar a vacinação de bezerras de três a oito meses contra a Brucelose e reforçar os cuidados sanitários para a Tuberculose bovina.

Diversas atividades estão sendo desenvolvidas em todos os territórios baianos. O marco inicial foi o Ciclo de Palestras em Irecê, abordando desde o controle e erradicação da Brucelose e Tuberculose até os riscos do abate clandestino e a importância da educação sanitária para combater as zoonozes. Em paralelo, a coordenadora do PNCEBT-Ba, Luciana Ávila, está em Ilhéus, realizando cursos de Vacinação Contra Brucelose para médicos veterinários. Os municípios de Monte Santo e Euclides da Cunha também estão sediando atividades para impulsionar os índices vacinais. A meta é ampliar a rede estrutural e de profissionais atuantes para atender às demandas do Estado que possui cerca de 300 mil propriedades rurais cadastradas com exploração de leite e corte, sendo 119 o número de unidades de beneficiamento de leite e derivados.

O rebanho bovino e bubalino em toda a Bahia está estimado em cerca de 13 milhões de cabeças, das quais se destaca o rebanho de fêmeas de zero a 12 meses com pouco mais de um milhão de animais. Para atender a este quantitativo existem 1.242 médicos veterinários cadastrados e outros 308 vacinadores auxiliares. Em termos de lojas agropecuárias, a Bahia conta com cerca de mil revendas, das quais, atualmente, 469 possuem estoque da vacina B19, a mais usada para bezerras de três a oito meses.

Em função da diversidade climática, cultural e estrutural das cadeias produtivas nos diferentes territórios da Bahia, nos últimos cinco anos os índices de vacinação oscilaram, saindo de 75% em 2018 para 76% em 2019, 61% em 2020, 46% em 2021 e 66% em 2022, sempre superiores à média nacional. Dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, apenas oito apresentam índices vacinais menores – ainda assim, acima de 50% : Bacia do Jacuípe, Baixo Sul, Costa do Descobrimento, Itaparica, Litoral Sul, Piemonte Norte do Itapicuru, Sisal e Sertão do São Francisco, este último com 15%.

“Vale lembrar que a Bahia é um estado com dimensões continentais, com um grande contingente de pequenos agricultores que possuem até 10 cabeças e encontram inúmeras dificuldades, percorrendo longas distâncias entre as propriedades para vacinar um reduzido número de bezerras”, analisa a médica veterinária da Adab, Luciana Ávila, lembrando que existem regiões tradicionais de alta tecnologia para a bovinocultura e outras com criações de subsistência. Por isso, segundo a especialista, a gradativa capacitação de agentes vacinadores vem surtindo efeito em algumas regiões, sendo capaz de promover a vacinação com menor custo.

Plano de Ação

Dentre as estratégias estabelecidas a curto prazo no Plano de Ação – com execução para o próximo ano – estão a promoção de vacinação integrada com educação sanitária e fiscalização conjunta com médicos veterinários, além de técnicos das propriedades situadas nos territórios de menores índices vacinais; Fiscalização e notificação de propriedades inadimplentes com promoção de ações para a adimplência de Brucelose em proprietários fornecedores de leite em laticínios; Parcerias com segmentos da cadeia produtiva; Realização de palestras, cursos e divulgação de material educativo; Supervisão de agentes vacinadores e de salas de exame de diagnóstico para a Brucelose; Saneamento de focos encontrados.

Gradativamente, a médio prazo, a coordenação do PNCEBT-Ba pretende estender as ações em todos os oito territórios com menores índices vacinais. Ao final a meta é atingir 80% de vacinação contra a Brucelose em todo o Estado da Bahia. “Nossa expectativa é de que com os devidos investimentos, o apoio do setor produtivo e a conscientização dos criadores, alcancemos pleno êxito nas ações”, finalizou Luciana Ávila.

Ascom Adab


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