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No Itamaraty, formandos prestam homenagem à primeira diplomata negra do Brasil

A turma de diplomatas do Instituto Rio Branco que se formou na última terça-feira (21) prestou homenagem à primeira diplomata negra do Brasil. O grupo escolheu o nome de Mônica de Menezes Campos, considerada a primeira mulher negra admitida na carreira, em 1979, que faleceu em 1985.

Em discurso durante a cerimônia, o orador da turma, terceiro-secretário Essi Rafael Mongenor Leal, recordou a trajetória de Mônica, seu sucesso na seleção e curso de formação de diplomatas, mas pontuou que ela foi vítima de racismo por um superior hierárquico no Consulado do Brasil em Zurique, na Suíça.

Ele também destacou a figura de Mônica como uma inspiração para meninas e mulheres negras que aspiram à carreira diplomática.

O instituto também entregou, pela primeira vez, o Prêmio Milena Oliveira de Medeiros. A condecoração foi criada como homenagem à diplomata da turma de 2009, que foi bolsista do programa de ação afirmativa do IRBR e faleceu no exercício da função. A proposta da medalha é premiar a aluna negra ou aluno negro com melhor colocação no curso.

O prêmio foi dado ao terceiro-secretário Pedro Maim Araújo Trindade, da turma de formandos, e também conferido à família de Milena de Medeiros.

O chanceler Mauro Vieira descreveu a igualdade de gênero e a igualdade racial como objetivos prioritários e transversais da política externa. O ministro também abordou o tema do ponto de vista da gestão da pasta.

“O planejamento institucional do ministério para o período 2024-2027 conferirá especial atenção à ampliação da diversidade no quadro dos servidores, avançando a partir de conquistas já realizadas como o Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco e da criação, neste governo, do sistema de diversidade e inclusão”, disse o ministro.


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