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Ex-policial condenado pelo assassinato de George Floyd sofre ataque na prisão

Derek Chauvin, o ex-policial de Minneapolis condenado pelo assassinato de George Floyd em 2020, sofreu um ataque na sexta-feira (24) em uma prisão federal no Arizona, nos Estados Unidos, segundo informou uma fonte à CNN.

Chauvin está em condição estável após o ataque na Instituição Correcional Federal em Tucson.

Quando questionados sobre a informação de que Chauvin teria sido ferido, os escritórios do FBI, a agência federal de investigação dos EUA, em Phoenix e Minneapolis disseram estarem cientes de um ataque ocorrido na prisão federal na sexta-feira.

Entretanto, o órgão não forneceu detalhes sobre suspeitos e afirmaram que mais informações deveriam ser obtidas na Agência de Prisões.

O advogado de Chauvin, Greg Erickson, destacou à CNN que estava trabalhando para obter a confirmação do caso.

“Um indivíduo encarcerado” foi agredido na prisão de Tucson aproximadamente às 12h30, informou a Agência de Prisões em um comunicado na sexta-feira. Duas fontes confirmaram à CNN que o indivíduo era Chauvin.

“Os funcionários que responderam ao caso iniciaram medidas para salvar a vida de um indivíduo encarcerado” e essa pessoa foi transferida para um hospital para tratamento, disse o comunicado da agência.

Nenhum agente ficou ferido durante o incidente, acrescentou a nota.

Chauvin cumpre duas sentenças simultâneas pelo assassinato de George Floyd.

Em abril de 2021, o ex-policial foi condenado por acusações estaduais de homicídio não intencional em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio culposo em segundo grau. Ele foi condenado a 22 anos e meio de prisão.

Meses depois, Chauvin se declarou culpado de acusações federais de privar Floyd de seus direitos civis e foi condenado a 21 anos de prisão.

Derek Chauvin, que é branco, ajoelhou-se no pescoço e nas costas de Floyd por mais de 9 minutos em 25 de maio de 2020, em Minneapolis. Floyd, um homem negro de 46 anos, foi algemado e deitado de bruços na rua enquanto gritava que não conseguia respirar.

A morte de Floyd gerou enormes protestos contra a injustiça racial em todo o país e em todo o mundo sobre a forma como a polícia trata os negros, especialmente nos EUA.

Uma investigação do Departamento de Direitos Humanos de Minnesota revelou que a cidade de Minneapolis e seu departamento de polícia se envolveram em “um padrão ou prática de discriminação racial”, de acordo com um relatório de 2022.

No início desta semana, a Suprema Corte dos EUA rejeitou um recurso de Chauvin sobre sua condenação estadual depois que ele argumentou que não recebeu um julgamento justo.

O tribunal superior rejeitou o apelo sem publicar comentários ou gravação da votação.

*Taylor Romine, da CNN, contribuiu para esta reportagem


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