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Eventos climáticos em novembro deixam mortos, desabrigados e prejuízos em várias regiões do Brasil

Uma série de eventos climáticos deixou mortos, feridos, desabrigados e prejuízos em várias regiões do Brasil durante o mês de novembro.

Cidades ficaram embaixo d’água e estruturas foram destruídas pelos fortes ventos e temporais registrados.

Somente no Rio Grande do Sul, os recentes temporais que atingiram o estado deixaram quatro pessoas mortas. Até o início da noite desta segunda-feira (20), foram 158 municípios atingidos. São 13.264 desalojados e 3.737 desabrigados.

Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo também registraram problemas relacionados a eventos climáticos neste mês.

Veja também: Chuvas derrubam ao menos 100 árvores em São Paulo

Santa Catarina

Na segunda-feira (20), a Defesa Civil de Santa Catarina relatou cinco tornados entre os dias 6 e 18 de novembro, quando o quarto tornado aconteceu em Urupema, no Planalto Sul.

Na madrugada de sábado (18), um forte temporal com características de supercélula provocou um tornado no Litoral Sul catarinense, com muitos danos registrados em Balneário Gaivota e Sombrio.

A Defesa Civil informou que o temporal esteve associado à formação, entre outros fatores, de um intenso fluxo de calor e umidade provenientes da região amazônica, sistemas que favoreceram o desenvolvimento de fortes tempestades sobre o estado entre a sexta-feira (17) e o sábado (18).

Ao menos duas pessoas morreram no Rio Grande do Sul e outras três em Santa Catarina, em razão dos impactos provocados pelas fortes chuvas. No litoral catarinense, ainda há um desaparecido.

Ambos os governos trabalham para contabilizar os danos provocados, assim como prestar auxílio aos moradores afetados pelo temporal.

Rio Grande do Sul

Defesa Civil do Rio Grande do Sul ofereceu ajuda humanitária aos municípios afetados pelas chuvas / Defesa Civil do RS

As fortes chuvas entre sexta (17) e a madrugada de sábado (18) fizeram com que o Rio Taquari – no município de Lajeado – ultrapassasse a cota de inundação. O nível da água subiu 44 centímetros em apenas uma hora, chegando a 23,92m.

De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, os recentes temporais que atingem o estado deixaram quatro pessoas mortas. Até o início da noite desta segunda, foram 158 municípios atingidos, com 13.264 desalojados e 3.737 desabrigados.

“A sala de situação do Estado e o centro de operações da Defesa Civil continuam monitorando a evolução hidrometeorológica, especialmente as respostas das bacias com alerta: Taquari, Caí e Jacuí, e toda a extensão do Rio Uruguai”, disse a defesa civil do Estado gaúcho.

O Corpo de Bombeiros Militar, a Brigada Militar, o Exército brasileiro, as coordenadorias regionais e municipais de Proteção e a Defesa Civil estão à frente das ações de resgate e buscas. Além disso, as corporações são responsáveis por realocar os moradores das áreas de risco.

A cidade gaúcha de São Jerônimo também foi atingida por fortes chuvas, a cerca de 70 quilômetros da capital Porto Alegre, na segunda-feira (20). A cidade fica às margens do rio Jacuí, que transbordou. Imagens aéreas feitas pela Defesa Civil mostram casas e carros encobertos pela água.

Por conta das enchentes, a prefeitura de São Jerônimo decretou situação de emergência. De acordo com a administração municipal, foi o segundo desastre natural que afetou o município em três meses.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Bombeiros do Mato Grosso do Sul combatem incêndios no Pantanal
Bombeiros do Mato Grosso do Sul combatem incêndios no Pantanal / Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul/Divulgação

Além do combate a focos de incêndio no Pantanal pelas equipes do Corpo de Bombeiros na segunda-feira (20), a corporação diz que as chuvas que caíram sobre a região desde a noite de domingo (19) ajudaram a apagar o fogo.

“Hoje, pela manhã as imagens de satélite já não apontavam nenhum foco de incêndio no Pantanal”, informam os bombeiros.

A corporação alerta que os trabalhos de rescaldo e monitoramento continuarão a ser feitos durante os próximos dias, já que ainda há previsão de altas temperaturas. “A Operação Pantanal já havia sido estendida por mais 15 dias e tem previsão de término para o dia 8 de dezembro”, diz o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul.

Por outro lado, em Mato Grosso o Corpo de Bombeiros informa que ainda há focos de incêndio. O número de locais, porém, não foi informado.

“A chuva colaborou, mas não extinguiu todos os focos do incêndio. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado continua na região combatendo o fogo até a sua total eliminação”, diz a corporação.

Até o dia 15 de novembro, os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já somavam 3.860 focos de incêndio. Os governos dos dois estados decretaram estado de emergência por causa das queimadas.

Imagens de satélite divulgadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na sexta-feira (17) mostraram que a fumaça dos incêndios havia avançado para São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Rio de Janeiro

Praia de Ipanema lotada durante onda de calor no Rio de Janeiro / Ricardo Moraes/Reuters (12.nov.23)

A capital fluminense registrou sensação térmica de 58,5 ºC na manhã de terça-feira (14), em Guaratiba, na Zona Oeste da cidade, segundo informações do Alerta Rio. Essa foi a maior sensação térmica desde 2014, quando o órgão começou a fazer a medição. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Rio foi a quinta capital mais quente do país ontem, com 39,1°C.

A empresa também diz que o Rio será a capital mais quente do Brasil, podendo bater recorde de dia mais quente do ano – estabelecido na quinta-feira (16).

A Prefeitura do Rio de Janeiro informou que registrou 22 atendimentos médicos relacionados ao calor extremo no último final de semana, o equivalente a um caso a cada duas horas, na rede de urgência e emergência da cidade.

Desse total, quatro casos foram de queimaduras de segundo grau decorrentes do uso de bronzeadores. Os demais foram problemas relacionados à combinação de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, com o calor.

Minas Gerais

Destruição causada por fortes chuvas, em Minas Gerais / Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG)

A cidade de Araçuaí, a 678 km de Belo Horizonte, registrou o dia mais quente no registro histórico no país, segundo o Inmet. A cidade do interior de Minas Gerais, localizada no Vale do Jequitinhonha, com pouco mais de trinta mil habitantes, marcou, no domingo (19), a temperatura de 44,8ºC.

Ainda segundo o Instituto, a maior temperatura já registrada no país tinha sido de 44,7°C em Bom Jesus (PI), em 2005.

Também no final da tarde de quarta-feira (15) foi registrada a 1ª morte em razão das chuvas no estado. O acidente aconteceu no trecho da rodovia MG-44 que passa por Cássia, cidade da região Sul mineira, a 392 km de Belo Horizonte.

O pedreiro Welerson dos Santos, de 59 anos, morreu depois que a estrutura do barracão onde trabalhava se soltou e caiu.

De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), a estrutura foi arrancada durante uma chuva acompanhada de um vendaval.

As cidades de Guaxupé, Santa Rita das Caldas, Juiz de Fora e São João Del Rey também registraram alagamentos, quedas de árvores e outros danos por conta das chuvas.

O Inmet emitiu um alerta laranja, de perigo, para chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia que devem atingir 61 munícipios mineiros, entre segunda-feira (20) e esta terça-feira (21). A previsão é para ventos intensos de 60-100km/h e queda de granizo.

De acordo com o órgão, há risco de corte de energia, estrago em plantações, queda de árvores e alagamentos. As áreas afetadas são do Triângulo Mineiro, Alto Parnaíba, Noroeste e Norte de Minas.

A orientação do órgão é não procurar abrigo debaixo de árvores em caso de rajadas de vento, pois há risco de queda e descargas elétricas. Estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda também não é recomendado.

São Paulo

Árvore caída na rua após temporal em São Paulo
Funcionários da prefeitura e da Enel, trabalham na retirada de uma árvore de grande porte que caiu sobre fios e interrompeu energia elétrica, devido a chuva de ontem na Rua Dom Armando Lombardi, Vila Progredior, na região da Capela do Socorro, Zona Sul de São Paulo / ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

O temporal que atingiu o estado de São Paulo na tarde de sexta-feira (3) foi marcado por fortes chuvas e ventos que alcançaram 103,7 km/h. As rajadas foram registradas no Aeroporto de Congonhas às 16h32.

Segundo Roberto Farina, capitão da Defesa Civil de São Paulo, medições preliminares apontam que, em Santos, no litoral sul, os ventos podem ter chegado a mais de 150 km/h.

Esse índice ainda não é oficial porque a metodologia exige duas medições e a segunda ainda não foi finalizada. No estado, pelo menos 30 municípios relataram que tiveram quedas de árvores causadas pela ventania.

O número de mortos após as fortes chuvas no estado subiu para 7 até domingo (5), de acordo com a Defesa Civil.

As mortes foram registradas em São Paulo (2), Osasco (1), Santo André (1), Limeira (1), Suzano (1) e Ilhabela (1).

As regiões mais afetadas foram as zonas sul e oeste da cidade, segundo a Enel – concessionária responsável pela distribuição de energia em São Paulo.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou à âncora da CNN Raquel Landim que a normalização do fornecimento de energia na capital deve ocorrer somente na terça-feira (7).

“A companhia reforçou as equipes em campo, nos canais de atendimento e no centro de controle e está trabalhando de forma ininterrupta para normalizar o fornecimento de energia para todos”, disse a empresa em nota.

(Publicado por Gustavo Zanfer, com informações de Marcos Rosendo, Vital Neto, Carolina Figueiredo, Pedro Osorio, Lucas Schroeder, Victor Aguiar, da CNN; e de Renata Okumura, do Estadão Conteúdo)


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