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Em Maceió, solo em área de risco afundou 5,7 cm em 24 h, diz Defesa Civil

A Defesa Civil de Maceió informou nesta sexta-feira (8) que, nas últimas 24 horas, o solo na área onde fica localizada a mina 18 da Braskem, no bairro Mutange, afundou 5,7 centímetros.

Segundo o órgão, o afundamento total na área com risco de colapso já acumula 2,06 metros. O estado de alerta permanece em vigor.

A Defesa Civil reforça a recomendação de evitar o trânsito na área desocupada até a próxima atualização, enquanto são implementadas medidas de controle e monitoramento para reduzir os riscos.

Mais de 14 mil imóveis em 5 bairros da cidade foram desocupados devido à instabilidade do solo causada pela mineração, que resultou em rachaduras em imóveis e abertura de crateras nas ruas.

A área de risco é em uma das 35 minas da Braskem na região, responsáveis pela extração de sal-gema para a produção de soda cáustica e PVC.

O coronel Moisés Melo, coordenador da Defesa Civil de Alagoas, afirmou à CNN que a cratera que será aberta após o colapso da mina da Braskem em Maceió será preenchida pela água da Lagoa Mundaú.

Segundo explicou o coordenador, o sismo foi detectado a cerca de 300 metros de profundidade, o que indica que a mina subiu em direção à superfície, podendo colapsar a qualquer momento.

“Acreditamos que vai surgir uma cratera. A cratera será preenchida pela água da Lagoa Mundaú. Não vai ser uma cratera no meio da cidade, não vai gerar terremoto, tsunami, nada disso. Essa cratera será na sua maioria submersa, preenchida de imediato pela água da lagoa.”, disse o coronel.

Isenção de IPTU

A prefeitura de Maceió enviou para a Câmara Municipal nesta semana um projeto de lei que isenta do pagamento do IPTU, até o fim de 2028, os moradores e comerciantes que tinham residência nos bairros de Bebedouro, Mutange, Pinheiro e Bom Parto.

Esses bairros ficam na região afetada pelo afundamento do solo provocado por escavações da Braskem.

Segundo a prefeitura informou à CNN, são 15 mil imóveis isentos, o que significa que a cidade irá abrir mão de uma receita estimada em R$ 30 milhões por ano, considerando o preço médio do metro quadrado nessas localidades em 2018.

A prefeitura também encaminhou um ofício à Braskem para abrir discussão sobre novas indenizações que façam frente aos últimos acontecimentos.

“Todos estes bairros foram perdidos com a exploração criminosa do solo, realizada pela mineradora Braskem. É justo que estas pessoas, que tiveram que abandonar suas casas, possam ser perdoadas temporariamente do imposto”, afirmou o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL).


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