• A união do PT, PCdoB e PV, partidos que integram a federação Brasil da Esperança, em torno de uma candidatura própria para enfrentar o favoritismo de Bruno Reis, prefeito de Salvador e postulante a um segundo mandato pelo União Brasil, fortalece o PT de Itabuna, mais especificamente o chamado PT 1, que defende o nome do ex-alcaide Geraldo Simões como representante do trio partidário na sucessão de Augusto Castro (PSD-reeleição).

Ora, se lá na capital esse ajuntamento de petistas, comunistas e verdes se posiciona a favor de uma candidatura própria, por que Itabuna tem que seguir outro caminho ?

  • Ora, ora, só porque Itabuna é cidade do interior ? Que discriminação é essa ? Vale lembrar que o critério de ultrapassar dois dígitos já foi alcançado por Geraldo Simões. O argumento de que a candidatura do ex-gestor não tem força e viabilidade eleitoral não pode mais ser usado pelo PT 2, o PT augustiano.Em se tratando da base de sustentação política do governador Jerônimo Rodrigues (PT), chefe do Palácio de Ondina e cria política do ministro Rui Costa (Casa Civil), é inaceitável qualquer atitude de indiferença em relação ao interior.

A federação PT/PCdoB/PV, que foi a “tábua de salvação” dessas duas últimas siglas, do contrário seriam engolidas pela temível cláusula de barreira, não pode tratar o processo sucessório no interior como se fosse uma eleição sem importância.

Que os senhores presidentes das três legendas – o PT com Éden Valadares, PCdoB sob a batuta de Davidson Magalhães e PV com o comando de Ivanilson Gomes – não priorizem a sucessão soteropolitana deixando o interior como pleito coadjuvante. ___________________CHICO FRANÇA, PL E O UNIÃO BRASILO ex-ministro João Roma, presidente do PL da Boa Terra, que disputou a sucessão estadual de 2022, tem dito que é pré-candidato a prefeito de Salvador, mas que a porta do diálogo está aberta para uma conversa com Bruno Reis, chefe do Palácio Thomé de Souza e postulante a um segundo mandato pelo instituto da reeleição.

A porta aberta significa que um entendimento entre Roma e o gestor soteropolitano é factível. Bruno é do União Brasil, que tem como secretário nacional ACM Neto.

Como não existe almoço de graça na política, a contrapartida pelo apoio a Bruno Reis seria a de que Enderson Guinho, vice-prefeito de Itabuna, presidente local do União Brasil, apoiasse a candidatura do engenheiro Chico França, prefeiturável do PL na disputa pelo cobiçado comando do centro administrativo Firmino Alves. 

Um acordo lá na capital entre Roma e Reis seria uma pá de cal na pretensão de Enderson Guinho de ser o vice na majoritária encabeçada pelo deputado estadual Fabrício Pancadinha, prefeiturável do Solidariedade.

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