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Autoridade palestina aponta “possível crise” ao acusar Israel de não cumprir acordo com prisioneiros

Um oficial palestino que se concentra nos prisioneiros palestinos nas prisões israelenses alertou no sábado sobre uma “possível crise” no acordo para o Hamas libertar reféns de Gaza em troca da libertação de detidos palestinos por Israel.

Israel não está libertando prisioneiros por ordem de tempo de serviço, disse Qadura Fares, chefe da Comissão Palestina para Assuntos de Detidos e Ex-Prisioneiros, à CNN.

“Há indícios de uma possível crise em relação à lista de nomes anunciada por Israel devido ao fracasso de Israel em aderir ao critério acordado de antiguidade no acordo”, disse Fares.

A CNN pediu às autoridades israelenses uma resposta à acusação.

Fares fez o comentário enquanto Israel se preparava para libertar mais 42 prisioneiros no sábado (25), após libertar 39 mulheres e adolescentes na sexta-feira (24). Segundo o acordo, Israel liberta três palestinianos da prisão por cada refém israelita autorizado a sair de Gaza.

A administração penitenciária israelense recebeu os nomes das 42 mulheres e menores que serão libertados no segundo lote do acordo, disse à CNN no sábado uma autoridade israelense familiarizada com o processo.

Tal como aconteceu com as libertações de sexta-feira, o processo começará com a transferência dos detidos das prisões de Megiddo e Damon para a prisão de Ofer.

Após a libertação dos reféns israelitas da Faixa de Gaza, todos os prisioneiros palestinianos serão libertados de Ofer através de autocarros pertencentes à Cruz Vermelha.

Os prisioneiros de Jerusalém serão transferidos para delegacias de polícia na cidade e depois libertados. Os moradores da Cisjordânia foram libertados no posto de controle de Beitunia, nos arredores de Ramallah, na sexta-feira.


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